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O. Henry, pseudônimo de William Sydney Porter, nasceu em Greensboro, Carolina do Norte, em 1862. Na juventude, migrou para o Texas e trabalhou como caixa de banco. Posteriormente, comprou um jornal e o rebatizou de Rolling Stone. Em 1896, foi acusado de desviar dinheiro do banco em que trabalhara e fugiu para Honduras. Ao retornar seis meses depois, ao saber da doença de sua esposa, foi julgado e passou três anos preso em Ohio. Na prisão começou a escrever contos e assumiu o nome O. Henry. Ao ser libertado, em 1901, mudou-se para Nova York, onde se passam muitas de suas histórias, e lá ficou até falecer em 1910.
Fernando Pessoa, principal poeta português contemporâneo, nasceu em 13 de junho de 1888 em Lisboa. Foi muitos escritores em um e, tanto em prosa quanto em poesia, escreveu sob diversos alter egos, que chamava de heterônimos, como Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Bernardo Soares, além do próprio nome. Fez seus estudos em Durban, África do Sul, e como tradutor de ficção, manteve um interesse contínuo por autores anglo-saxões, como O. Henry. Faleceu em 1935.
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| O americano O. Henry foi um mestre do conto. Repletas de humor, vigor e com finais surpreendentes, suas mais de 600 histórias foram lançadas primeiramente em jornais e revistas e só reunidas poucos anos antes de sua morte. Todas revelaram a natureza humana em seus amores, ódios, gentilezas, riquezas, pobrezas, crimes e disfarces. Três de seus contos foram traduzidos por Fernando Pessoa e publicados na revista portuguesa Athena entre 1924–25: “A decisão de Georgia”, “A teoria e o cão” e “Os caminhos que tomamos”. E eles agora são reunidos e trazidos ao leitor brasileiro pela primeira vez. |
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