Além de ser um dos melhores economistas brasileiros, Eduardo Giannetti é um escritor filosófico de mão cheia. Mais uma prova da máxima hayekiana: “não é um bom economista quem é apenas um economista”.
Felicidade, lançado em 2002 pela Cia. das Letras, transcreve os diálogos fictícios de quatro amigos que se encontram esporadicamente para debater a relação entre civilização e felicidade. Na introdução, Giannetti escreve:
“As qualidades de uma boa conversa deveriam ser a polidez sem fingimento, a franqueza sem rispidez, a erudição sem pedantismo, o rigor sem aridez e, sobretudo, a disposição sincera de cooperar na busca do saber. Afinal, eles se perguntavam, o que os impedia de, sem perder a leveza e o bom humor, perseguir com afinco a verdade? O sério não é sinônimo de soturno, assim como o profundo não o é de obscuro. La gaya scienza. Se a busca do saber não precisa ser sisuda, a alegria da convivência não precisa ser frívola”.
E assim é o livro. Erudito, sem ser pedante; profundo, sem ser obscuro; divertido, sem ser frívolo. Uma sincera cooperação na busca do saber. |