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<detalhes do livro>
Aura – A Crise da Arte em Walter Benjamin
Taisa Helena Pascale Palhares

Aura – A Crise da Arte em Walter Benjamin investiga o conceito benjaminiano de aura a partir das técnicas de reprodução originadas na fotografia.

Tema muito difundido na filosofia benjaminiana, a teoria da aura e de seu declínio ainda foi pouco explorada pelos especialistas se comparada, por exemplo, ao volume de publicações dedicadas à sua filosofia da linguagem e às suas teorias da experiência e da história.

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R$ 33.00
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Release

Lançamento: 5 de maio

Ao reconstituir a noção de aura a partir dos ensaios “Pequena história da fotografia”, “A Obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica” em suas diferentes versões e “Alguns temas em Baudelaire”, Taisa Helena Pascale Palhares reconhece um objeto histórico e um medium-de-reflexão, conceito abordado no decorrer do livro. Benjamin procura interpretar o estado do mundo regido pelo capital e pela mercadoria. A aura – da fotografia, do cinema, dos acontecimentos históricos, de um nome – diz respeito a tudo que sabemos que em breve não mais estará diante de nós, tudo que traz consigo vestígios de um desaparecimento.

Escrito originalmente como tese de mestrado em filosofia na USP, em São Paulo, Aura revela como as técnicas de reprodução determinam a estetização da política, como a figura do ditador nasce da fusão entre o próprio ditador, a técnica e o público. Nesse sentido, a aura não é prerrogativa dos deuses ou dos santos, e sim uma forma de dominação a serviço do Estado.

“Do ponto de vista da história da estética, o termo “aura” somente recebe significado filosófico pelas mãos de Walter Benjamin. Semanticamente a palavra origina-se na tradução do grego aura para o latim aura, que significa sopro, ar, brisa, vapor. Sua ilustração como círculo dourado em torno da cabeça, tal como aparece em imagens religiosas, talvez derive da identificação vulgar entre o termo grego e o latino aureum (ouro), que deu origem à palavra auréola. Simbolicamente, entretanto, ambas (aura e auréola) indicam um procedimento universal de valorização sagrada ou sobrenatural de um personagem:a aura designa a luz em torno da cabeça dos seres dotados de força divina, sendo que a luz é sempre um índice de sacralização.

Ficha técnica
Título: Aura – A Crise da Arte em Walter Benjamin
Autor: Taisa Helena Pascale Palhares
Gênero: Filosofia
Editora:
Barracuda
Número de páginas: 136
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 33.00
ISBN: 8598490156

5 comentários
15/04/2008 @ 17:49 5
Prezado Sérgio.

O trabalho de Susan Buck-Morss sobre as passagens de Walter Benjamin, se for esse o livro em que estou pensando, já foi traduzido e lançado pela Editora UFMG, e se chama " Dialética do Olhar: Walter Benjamin e o Projeto das Passagens". Mas acho que já se encontra esgotado.

Abraço.
Júlio Bianco.
15/09/2006 @ 19:26 4
Está na hora de alguém traduzir o trabalho de Susan Buck-Morss sobre Benjamin - aquilo sim é que é livro!
07/08/2006 @ 00:38 3
Prezado Décio,

acho que concordamos neste ponto: "o conceito de aura na obra de Walter Benjamin não pode ser reduzido à dimensão política". Como anuncia o título do livro, trata-se de pensar como esse pensador alemão elaborou pela primeira vez uma idéia de crise do conceito tradicional, clássico e idealista se quiseres, da obra de arte, mediante a tese do declínio da aura. O livro busca reconstituir, a partir dos ensaios "Pequena História da Fotografia", "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica" e em "Sobre alguns temas em Baudelaire" as diversas facetas da aura que, a despeito das leituras correntes, a meu ver parece nos dizer algo sobre o nosso presente quando é pensada em conjunto com a teoria benjaminiana da experiência.
Abraço,
Taisa Palhares.
21/06/2006 @ 16:38 2
Pelo resumo oferecido no site pela editora, a autora passou longe de compreender o significado que o conceito de aura tem na obra de Benjamin, onde jamais é reduzido (Benjamin nunca foi tão grosseiro...) à dimensão política.
07/06/2006 @ 17:03 1
Esclarecedora a investigação de Taisa Helena.
Belamente escrito, a obra acrescenta o legado de WB, enriquecendo o debate tanto entre os que se dedicam a estudar o autor como ao público em geral que se interessa pela natureza da obra de arte na atualidade.
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