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| As 34 narrativas reunidas em Todas as Festas Felizes Demais marcam a estréia literária de Fabio Danesi Rossi. São contos e aforismos; textos lineares caracterizados pelo humor elegante, uma certa ironia, uma visão levemente amarga da vida. |
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Release
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As 34 narrativas reunidas em Todas as Festas Felizes Demais marcam a estréia literária de Fabio Danesi Rossi. São contos e aforismos; textos lineares caracterizados pelo humor elegante, uma certa ironia, uma visão levemente amarga da vida. Embora as histórias sejam todas independentes, há alguns temas que atravessam o livro de ponta a ponta: os absurdos latentes nos hábitos e costumes do dia-a-dia, as controvérsias do amor, a inexorabilidade da morte. No conto que dá nome à obra, por exemplo, esses temas são costurados por um narrador em primeira pessoa que ao apresentar sua vida ao leitor em diferentes momentos festivos, da infância à idade madura, oferece, a um só tempo, o retrato da decadência humana – e a consciência de que este é o destino a ser cumprido pelo homem – e a imagem do inevitável apego à própria existência, anualmente renovado. Em Todas as Festas, tudo o que parecia familiar revela-se um tanto quanto estranho, e o que era estranho nunca deixa de nos surpreender. Fabio Danesi Rossi “ é ingenuamente debochado. Misterioso de tão claro. Usa sua pureza para atacar. Prepara voz de criança para declarar as verdades mais doloridas e cruéis. Apronta voz de adulto para descrever fábulas infantis. As tramas são diretas, didáticas no espanto e até previsíveis, mas irradiam original malícia em breve fio de saliva, em máximas cuidadosas e ágeis, captando metamorfoses irreverentes e monstruosas. Aqui, a barata de Kafka se transforma novamente em homem” — diz o poeta Fabrício Carpinejar no texto da orelha. Trechos: O GLOBO Rogério morava no décimo quinto andar. Tinha o costume de girar o pequeno globo que enfeitava o móvel em frente à janela do seu quarto, e ver passar, em menos de um segundo, todos os nossos mares e continentes. Certo dia, ao ser girado, o globo escapou de seu suporte, rolou pelo móvel, quicou no parapeito, e caiu. Rogério fechou a janela e sentou-se na cama. Ficou a imaginar alguém lá embaixo, talvez o velho Alberto a passear com seu cãozinho, ou o seu José, caminhando calmamente, pensando no jantar ou apenas acendendo um cigarro, e eis que, de repente, sem mais nem menos, o mundo lhe cai sobre a cabeça. PLANETÁRIO Outro dia passei no Planetário. Porta fechada. Material de construção à vista. Uma placa. Universo fechado para reforma. |
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Nota do Designer
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Alice mora aqui, nesta capa. Da diversidade de temas do autor veio a inspiração para o humor kitsch da imagem da capa. Uma Alice caipira sobre um cogumelo iluminado em profusão, sentada como uma jeca americana a divertir os transeuntes de todas as idades, vestida de azul turquesa como nem Lewis Carroll poderia conceber. Uma Alice estreante dizendo "cheguei". O título multicolorido, para os contos de tantas cores que o leitor encontrará no livro, o destaque proposital para o nome do autor novo, uma forma de marcar a posição de estreante, mas não um iniciante qualquer, complementam a capa, que resulta leve no tratamento mas bem contrastada na composição. Ao abrir o volume, o leitor não se depara com nenhuma experiência gráfica. Ao contrário, encontra um tratamento clássico que em nenhum momento procura se sobrepor ao texto. E é isso: os contos são organizados para serem leitura leve, inteligente e agradável, exatamente como a literatura de Fabio Danesi Rossi. |
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Ficha técnica
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Título:
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Todas as Festas Felizes Demais
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Autor:
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Fabio Danesi Rossi
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Gênero:
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Blogs, contos, crônicas e aforismas
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Editora:
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| Barracuda |
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Capa:
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Brochura
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Número de páginas:
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96
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Formato:
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14x21 cm
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Preço:
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R$ 29.00
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ISBN:
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85-98490-01-6
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Telma
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08/11/2004 @ 18:09
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11
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Li o livro. Fiquei muito feliz em saber que ainda existem pessoas ousadas para escrever, como o Fábio Danesi Rossi e espaço para novos ousados, como na Editora Barracuda.
Não só indico o livro como tento colocar nas livrarias, já que é a melhor parte do meu trabalho.
Parabéns!
Um abraço
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Moacyr
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04/10/2004 @ 12:04
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8
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www.amalgamar.com.br/blog
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O mistério de um autor finalmente revelado: dinamarquês ruivo a plantar favas (literárias)! Belo blog, belo livro!
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04/10/2004 @ 01:24
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7
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http://(em construção)
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Fábio Rossi é uma espécie de palhaço sem circo
Ou humorista sem graça
Cachorro ladrando sozinho
Enquanto a caravana da vida passa
Insistir em ler seu livro é pura perda de tempo
Mas leia acaso lhe agrada
Degustar um pastel de vento
Saboreie a forma sem conteúdo
E o estilo sem elegância
De um jovem escritor retardado
Em estado de eterna infância.
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14/09/2004 @ 14:40
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6
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http://fdr.wunderblogs.com
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Rogério, quem anda espalhando esses boatos hediondos? Eu só tomo café puro, não uso colherzinha! :)
Um grande abraço, meu caro.
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14/09/2004 @ 10:55
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5
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http://cafeinado.blogspot.com
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Fábio, até pensei em comprar seu livro, mas desisti depois de descobrir que você gira a colherzinha do café no sentido anti-horário. Quem já viu uma coisa dessas!
Mais uma coisa: belo nome esse da personagem que deixa cair o globo pela janela do quarto. Belo mesmo.
Abraço do vetusto leitor.
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17/08/2004 @ 04:18
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3
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Até pensei em comprar seu livro.. mas li seu blog.. e depois do infeliz comentário dizendo que o DIZEM QUE O BUSH É LOUCO e NÃO A MICHAEL MOORE .. não dá.. deixa pra proxima..
nem sou super fã de Moore... mas acho que as criticas dele tem altos fundamentos... mesmo ele querendo ser pop star..
abraços
tudo de bom
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11/08/2004 @ 11:24
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Humor que passa das medidas, para o bem e para o mal. O Fabio podia segurar mais a mão, frear o impulso para a gracinha. Mas acerta muitas vezes. Muitas. Do humor ao horror. Não disfarça o estigma publicitário que percorre algumas páginas. Mas chega à literatura inteiro na maioria delas.
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| O autor sugere estas leituras: | |
 | | Longa Jornada Noite Adentro | | Eugene O'Neill | | | — Indicação | | Arte é um negócio engraçado. Você lê - ou ouve ou vê - uma obra triste, cruel, angustiante, e sai por aí recomendado aos outros. Quer dizer, não sei se você faz isso, mas eu faço. Longa Jornada é triste, cruel, angustiante. E é uma das minhas peças prediletas. Nunca a vi no teatro, mas tudo bem, as melhores encenações ocorrem em nossas cabeças. Leia, leia. |
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 | | Felicidade | | Eduardo Giannetti | | | — Indicação | Além de ser um dos melhores economistas brasileiros, Eduardo Giannetti é um escritor filosófico de mão cheia. Mais uma prova da máxima hayekiana: “não é um bom economista quem é apenas um economista”.
Felicidade, lançado em 2002 pela Cia. das Letras, transcreve os diálogos fictícios de quatro amigos que se encontram esporadicamente para debater a relação entre civilização e felicidade. Na introdução, Giannetti escreve:
“As qualidades de uma boa conversa deveriam ser a polidez sem fingimento, a franqueza sem rispidez, a erudição sem pedantismo, o rigor sem aridez e, sobretudo, a disposição sincera de cooperar na busca do saber. Afinal, eles se perguntavam, o que os impedia de, sem perder a leveza e o bom humor, perseguir com afinco a verdade? O sério não é sinônimo de soturno, assim como o profundo não o é de obscuro. La gaya scienza. Se a busca do saber não precisa ser sisuda, a alegria da convivência não precisa ser frívola”.
E assim é o livro. Erudito, sem ser pedante; profundo, sem ser obscuro; divertido, sem ser frívolo. Uma sincera cooperação na busca do saber. |
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